segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Versos, só verso!

" O mundo desaba frente a meus olhos, teus lábios que antes encontravam os meus, me disseram a adeus! Como a primeira noite sem ti é fria! Depois de você o sol nunca mais brilhou como antes, você foi embora e levou contigo uma alegria que eu acabara de encontrar. Tão cruel! Cruel? Não!
Tão Doce, como a brisa em uma tarde sem vento e cruel como o vento que envenena a alma!


terça-feira, 21 de maio de 2013

João e Maria - A Vitória da infância


Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

João e Maria Chico Buarque


 

Uma xícara de chá, um gole quente, um novo sabor...
Da infância que partiu...
Deixando a saudade de um tempo que não volta mais.
Nunca soube como começar a escrever meus textos, nem tão pouco como terminar-los, acho que com a infância também foi assim. Não sei quando começou, muito menos quando acabou. Diferente das palavras que escrevo, frases que voam em frente aos meus olhos enquanto meus dedos trêmulos capturam-nas e  as colocam  nessa maquina que representa o futuro, maquina essa que quando ligada, me deixa claro que o tempo passou e como não passaria?
Hoje o tempo foge de mim, aos meus olhos parecem segundos, aos olhos da vida séculos que oram deixados para trás. E quando dou por mim, já é tarde. Perdi, fim de jogo, game-over!
A infância consegue ir embora num piscar de olhos, ontem um simples menino de uma pequena cidade do interior da Bahia, pés descalços o mundo nas mãos, segundos depois quase um homem aprendendo a viver. 
                                                                          (*) 

Não posso reclamar e não estou reclamando. Eu só queria mais um pouquinho, só queria poder voltar poucos anos atrás. Quem sabe em outra vida talves? “E agora eu pago meus pecados, por ter acreditado que só se vive uma vez. Pensei que era liberdade, mas, na verdade, eram as grades da prisão”
                                                                          (*)

 “Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz! E pela minha lei agente era obrigado a ser feliz. E você era a princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se admirar que andava nua pelo meu país” A vitória da infância, escrita por Chico Buarque ou foi pelo Fernando Sabino? Não Chico Buarque cantou João e Maria e Fernando Sabino escreveu a Vitória da infância, letras totalmente diferentes claramente parecidas, a primeira uma musica a outra uma crônica. Perfeita Simetria. 

                                                                          (*)

Hoje que a segunda virou terça e a terça está pra virar quarta o tempo passa por nossos dedos, como um ultimo passo para porta de saída, aquele ultimo passo para o recomeço!

 

                                                                                                                  Forte Abraço!
                                                                                                                  Do Lucas que já foi
                                                                                                                  Criança.

 

Oxi:. Somos Quem Podemos Ser...
          Sonhos que podemos Ter...



terça-feira, 23 de abril de 2013

Poucos Passos - Iº Parte.


Caminhei naqueles corredores como se fosse um fantasma, não havia mais ninguém ali, talvez nunca tenha havido. No final das contas eu sempre estive sozinho mesmo, de súbito lembrei de minha infância quando ficava sozinho em meu apartamento, eu tinha medo dos fantasmas que lá moravam, por muitas vezes fique no corredor esperando alguém chegar pra mim proteger, ninguém chegou.
Acho que no final das contas me transformei em um deles.
No final daqueles corredores por onde caminhei, eu sempre parava em frente a uma porta um pouco peculiar comparada as outras, ela era iluminada, eu podia ver pelas suas frestas a luz escapar em minha direção acabando com a minha escuridão, ela sabia espantar minhas sombras, clareando assim meu caminho, atraindo minha atenção e eu fui atrás dela.
Quando cheguei em frente, ele me olhava tão intensamente quanto eu o olhava, sou obrigado a encara-lo e no encurvar de minha sobrancelha  ele também encurva a dele, sou obrigado a pedir-lhe licença enquanto ele  sussurra algo, e quando estendo a mão pra abrir a porta e finalmente entrar ele me faz um sinal de pare e não me deixa caminhar.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

O sótão, meu sótão...

Eu sempre tive a vontade de ter um  sótão e um porão, onde eu guardaria meus sonhos e meus medos. No porão lugar escuro e sombrio estariam os medos, os monstros da infância, os desenganos amorosos, a nossa pior face, nossa pior metade.  Foi lá no porão que guardei o velho do saco, o bicho papão, o capitão gancho...  Foi lá também que eu guardei todas as aranhas, imagine ai, depois de grande ter medo de um animalzinho daquele.
Seria nesse porão que também guardaria as caixas e mais caixas de sonhos despedaçados. Vou confessar que muitas vezes, sorrateiramente, iria lá escondido e resgataria alguns desses sonhos novamente, lhe daria um novo sopro de vida e levaria para o sótão a  parte alta da casa, parte iluminada. Sem medo de errar.   
O sótão por sua vez deixaria guardado os mais nobres sentimentos  e é lá onde se encontrariam meus sonhos, lá também guardaria meu coração, meus amores, meus devaneios. Seria lá onde buscariam minhas escolhas.
Pois seja no sótão ou no porão. Sempre devo prestar contas aos seus respectivos zeladores. O zelador do sótão sempre me pega desprevenido, ele espera eu achar o que procuro, pois sabe nunca o encontro na chegada e sempre levo algo a mais do que procurava, mais sempre me deixa as portas abertas. Tenho certeza que ele é um velho conhecido dos grandes leitores e das das crianças, Se o chamo de gato de cheshire, ou melhor, parafraseando Alice, “Senhor gato de Cheshire” como assim foi denominado por ela em sua incrível aventura. Encontro-o nas horas mais difíceis, assim como Alice o encontrou, tornou-se seu conselheiro no país das maravilhas e torna-se o meu em meu país das Maravilhas , pois é! É ele mesmo, o gato risonho, sempre me aparecendo do nada, com frases subentendidas cheio de  ironias em suas palavras, desaparecendo da mesma forma que apareceu. Do nada! Deixando somente um sorriso como lembrança! 
Já o zelador do porão só deve ser amigo do velho do saco,  aquele que aterrorizavam criancinhas em minha infância, hoje só mais um idoso esquecido por todos  e com certeza ele cria aranhas como animais de estimação (é tão estranho ter aracnofobia). De personalidade as vezes enigmática,  as vezes comum, cheios de sorrisos  loucos, não ha limites que o contenha sempre me aguarda na entrada do porão. Lá na frente  se escondendo nas sombras quando eu passo, confiante de uma forma sem igual,  acaba dando jeitos de esconder os velhos sonhos e fazendo relembrar os velhos medos. Me tornando uma pessoa fria, manipulada.
Um deles tomou uma forma conhecida, pois apresenta seu rosto sempre que possível, não tem medo de se esconder e aparece nas melhores horas possíveis, já o outro obscuro e protegido por suas mascaras. É assim que julgo minhas personalidades, é assim que apresento o meu "eu" mais profundo.
Se você fosse me analisar, se você olhasse dentro dos meus  olhos provavelmente acharia um deles, talvez os dois juntos. Eles estarão lá, basta querer encontra-los. Então quem você vai querer ver?



PS:. Quem sabe algum dia você possa ver facilmente o sorriso do gato de cheshire em meus lábios, me ter sempre ao seu lado quando você mais precisar! Por outro lado as vezes não vai conhecer a mascara que eu vou estar usando mais vai saber que atrás daquele coração gelado vai existir um belo sorriso esperando ser salvo, esperando por você!